Hello!
Eu pousei no aeroporto de Johannesburg as 7:21 da manhã. Após uma viagem ótima, como descrevi antes. O aeroporto é o maior da Africa e realmente é imenso, demoramos quase 20 minutos para taxiar e descer do avião. Além de grande é muito bonito e organizado.
Antes de pegar minhas malas, fui diretamente passar na alfândega, onde funcionários um pouco impacientes insistiam em falar a Língua Zulu em frente aos estrangeiros e ao dar instruções aos visitantes, não se conformavam quando alguém não entendia o inglês um pouco sujo e acentuado deles.
Antes de pegar minhas malas, fui diretamente passar na alfândega, onde funcionários um pouco impacientes insistiam em falar a Língua Zulu em frente aos estrangeiros e ao dar instruções aos visitantes, não se conformavam quando alguém não entendia o inglês um pouco sujo e acentuado deles.
Ao passar pela alfândega facilmente e pegar o carimbo Sula Africano, fui recolher minhas malas na esteira, tudo muito fácil e organizado, aliás, rapidíssimo também. Coloquei tudo no carrinho e parti para o caminho de saída, ao arrastar meu carrinho por 1 minuto, fui abordado por um policial que me questionou de onde eu vinha, respondi “Brasil”, ele tinha acabado de barrar um outro cara que aparentava uns 45 anos, bem vestido, porém, eles não estavam se entendendo, pois o cara não falava inglês e o policial me questionou se eu poderia entender a língua do cara. Perguntei para o senhor se ele era Brasileiro e ele disse que sim, para o meu azar...
Naquele momento fui arrastado para um canto do aeroporto com o outro Brasileiro com um título muito nobre, “Tradutor”. Até ai beleza...eu estava limpando a barra do brasileiro até onde pude, pois o cara não entendia o porque ele tinha saído do Brasil para visitar um amigo e queria dados mais concretos, até que entendeu e decidiu varrer todas as malas do cara. Enquanto abria as malas do Brasileiro, ele resolveu me questionar o que eu estava fazendo aqui, respondi que passaria apenas um dia, pois meu destino é a Namíbia. Ele começou a me questionar sobre tudo, queria dados, telefones, documentos, lembrando...neste momento eu já tinha o carimbo Sula Africano...mas, caí de gaiato no navio!
Enfim, após ele tirar tudo de todas as minhas malas, pedir para ligar o notebook, ficar olhando pro remédio contra malária que trouxe, sem querer entender o que era, como se eu fosse um traficante...ele olhou para mim e disse , ok, você pode recolher todas as suas coisas e ir!
Fiquei meio puto, pois pra fechar as malas de novo foi muito triste...
Mas beleza, peguei tudo montei meu carrinho de novo, e andei 70 metros empurrando aquilo, quando ouço alguém gritar, “Hey my frrriend!”, fingi que não era comigo e fui perseguido. Um outro cara pediu para que eu acompanhasse ele também. Quando parei e ele pediu todos os meus documentos e começou a olhar as minhas malas, como quem quisesse abri-las, não me segurei e tive que perguntar, “Are you kiding me?” (você esta brincando comigo?), ele na hora perguntou o porquê da pergunta, eu disse que a menos de 100 metros eu tinha sido parado pela polícia e tive as malas reviradas por completo e agora ele iria fazer o mesmo? Ele foi muito convincente na resposta, apenas disse: “Eles são da Polícia, eu sou da Polícia especial, há diferença!
Calei-me e fiquei olhando para ele, eu não podia fazer nada.
Após toda a checagem de documentos e mil perguntas, fui liberado e pude sair do aeroporto...ufa!!!
Achei o Tanzo, motorista do Hostel, com uma plaquinha escrita “Felipo Gomez”...rsrs.
Ele me levou ao hostel, no caminho já fiz mil e uma perguntas, descobri, que aqui usam Quilômetros, que a moeda local, o Rand, vale 7 vezes menos que o dólar, eles dirigem do lado oposto ao nosso e a língua mais falada é de fato o Zulu, eles usam o tempo todo, inglês é apenas souvenir.
Ele me levou ao hostel, no caminho já fiz mil e uma perguntas, descobri, que aqui usam Quilômetros, que a moeda local, o Rand, vale 7 vezes menos que o dólar, eles dirigem do lado oposto ao nosso e a língua mais falada é de fato o Zulu, eles usam o tempo todo, inglês é apenas souvenir.
Cheguei ao Hostel e fui muito bem tratado, peguei um quarto bom e descobri que para tudo que quiser fazer devo pagar e não é barato. O hostel fica dentro de um condomínio fechado, que eu compararia com qualquer condomínio do Morumbi em São Paulo, porque as casas são até maiores, é tudo muito lindo e “Rico”.
Resolvi que tomaria um banho e daria uma volta a pé para conhecer o lugar, quando perguntei a recepcionista sobre o que eu poderia conhecer a pé, ela olhou assustada, como se fosse proibido sair a pé e disse, só não fale com estranhos e deu uma risada sarcástica. Não entendi!
Sai do hostel a pé e fui achar algo barato pra comer. No caminho comecei a reparar nas casas, todos que moram aqui são Brancos e loiros, totalmente ingleses. Os jardineiros, pedreiros, porteiros e etc..são os negros. Um negro sentado na calçada em frente a uma grande casa ficou me olhando quando passei, disse olá a ele e ele me respondeu um enorme sorriso e um sinal de ok muito feliz, foi bacana, eu poderia ter passado batido por ele.
Sai do hostel a pé e fui achar algo barato pra comer. No caminho comecei a reparar nas casas, todos que moram aqui são Brancos e loiros, totalmente ingleses. Os jardineiros, pedreiros, porteiros e etc..são os negros. Um negro sentado na calçada em frente a uma grande casa ficou me olhando quando passei, disse olá a ele e ele me respondeu um enorme sorriso e um sinal de ok muito feliz, foi bacana, eu poderia ter passado batido por ele.
Ao sair da portaria do condomínio, também saudei o porteiro que me respondeu da mesma maneira, mas é engraçado, porque os dois falaram comigo em Zulu e não pude responder como gostaria.
Fui a um conjunto de lojas que fica a 20 minutos de caminhada do Hostel. Lá pude comprar um sanduba no mercado, uma coca, trocar um pouco de dinheiro por Rand e verificar algo sobre o chip para o meu celular. O engraçado foi que na loja de celular, fui atendido por um Branco, alto, loiro, totalmente inglês, quando falei em inglês com o cara, ele começou a suar e apresentou um inglês muito ruim, quando ele foi tirar dúvidas com outra atendente, falou com ela em frente a mim em Zulu, foi interessante ver esta cena.
No caminho também vi muitos vendedores de farol, igualzinho em São Paulo, mas muitos mesmo. Eles quando me viram estranharam demais, estava na cara deles, pararam de trabalhar para me encarar, confesso que até fiquei com medo, mas realmente acredito que eu era o único branco a pé naquela região e de bermuda e chinelo...rsrs...pra piorar, turista total...rs.
Voltei ao Hostel e dormi a tarde inteira até as 7 horas da noite, senti o cansaço da viagem que ainda não tinha aparecido.
Agora arrumarei minhas malas de novo e me preparo para partir amanhã cedo para a Namíbia em um vôo de 2 horas até Windhoek.
Escrevi demais já galera...ufa! Mas são tantas emoções...hehe.
Na Namíbia eu realmente não sei quando terei acesso novamente à internet, mas aguardemos!
Abração enorme à todos!
Felipe Gomes
Um comentário:
Velho, quando te barraram foi ate pior que aquela vez que viemos pros EUA, rsrs. E a barba, to te falando... hehe
Abracao!
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