domingo, 31 de janeiro de 2010

Lesotho - Parte 2


(Felipe Gomes - Foto de um quadro no Lodge Malealea - Lesotho)

No segundo dia nas montanhas de Lesotho, acordamos cedo, cozinhamos aveia, nosso prato predileto! Hehehe. Nos aprontamos e partimos para algumas horas de cavalgada até o topo de um dos arranha céus de Lesotho!

Eu e Kait pra variar estávamos animados e fazendo piadas desde cedo, somos bons juntos! Meu cavalo foi trocado, pois o anterior estava mordendo os outros cavalos, não me perguntem por que! Hahaha! Só sei que descobri a combinação de movimentos que faz morder e ai ele não parou mais! hahaha.


(Eu e Kait - My Special Girl)

Começamos a cavalgada aproximadamente às 9 horas da manhã e a previsão era de mais ou menos 3 horas para chegar ao topo da montanha. O caminho era complicado, beirando lugares realmente altos, atravessando montes, subindo, descendo e apreciando as vistas uma melhor que a outra. Todos estavam controlando os cavalos bem melhor do que o dia anterior e inclusive correndo um pouquinho quando possível, mas mesmo assim, ainda era complicado manter o cavalo ao lado de outro cavalo para tentar conversar com alguém! Rsrs


(Meu pé de pano que sabe morder!)

Chegamos ao topo da montanha, sentamos na beira dela e apreciamos a vista por bons instantes. Ventava muito. Comemos alguns pães que levamos e após um ótimo momento de descanso decidimos pegar o caminho de volta para o vilarejo!


(Vista do topo da montanha)

O caminho de volta era um pouco mais complicado, pois teríamos que descer o que subimos e alguns pontos do caminho eram realmente íngremes e cheio de grandes pedras, os cavalos eram realmente cuidadosos, mas mesmo assim alguns escorregões nos faziam ficar preocupados. Mesmo assim tudo correu muito bem em boa parte do caminho. Apenas a queda da nossa amiga Coreana e depois uma trombada na entrada do vilarejo em uma construção de metal que acabou fazendo um corte no joelho dela, mas com ótimos cuidados das meninas, tudo ficou ótimo!


(Fomos a cavalo até o rio e depois subimos a montanha da frente)

De volta ao vilarejo, o plano para a tarde era uma trilha de uma hora sem cavalos, até a cachoeira! Carly e Mariko estavam cansadas e Twon machucada, então eu e Kait decidimos deixá-las descansar e irmos nós dois com o Guia local que não falava inglês e mais uma família americana que tinha chego no mesmo dia ao local!


(A Hut vizinha a nossa no Vilarejo)

Caminhamos por uma hora na trilha que em boa parte beirava precipícios e que realmente é perigosa, mas muito interessante ao mesmo tempo! Chegamos ao rio e vimos a cachoeira. Pegamos um caminho pelas pedras no meio do rio, porém, o Guia nos fez voltar ao caminho convencional e ao voltarmos, Kait que estava em minha frente escorregou e caiu, corri para ajudá-la e vi que sua boca estava sangrando muito, ela começou a chorar na mesma hora de dor e porque ao passar os dedos ela percebeu que tinha quebrado parte de dois dentes da frente, pois ao cair bateu a boca diretamente em uma grande pedra.

Vê-la cair em frente a mim, doeu no fundo do coração!

Foi uma situação muito ruim, o guia estava em pânico e sem saber o que fazer tirou um lenço de pano do bolso e queria limpar o sangue da boca dela com o lenço, disse a ele de uma maneira educada que não seria necessário, era claro que ele não tinha experiência alguma e nem noção do que fazer ou deixar de fazer naquela situação. Disse a ele que voltaríamos para o vilarejo e disse a família americana que podiam prosseguir sem nós, pois voltaríamos. Foi interessante, após eu dizer isto, todos eles desapareceram, eles realmente continuaram sem preocupações... claro que fui sincero quando disse que eles poderiam prosseguir, mas esperava algo mais humano de todos eles, algo como pelo menos perguntar se era necessário qualquer ajuda, mas...
Kait estava em pânico e desesperada com a situação, tentei acalmá-la e pedi a ela para lavar o sangue na água do rio e enxaguar também, pois a água estava gelada e poderia aliviar um pouco. Pedi a ela para que me deixasse ver como estavam os machucados e a boca, apenas alguns ralos na mão, porém, a batida da boca tinha sido realmente forte e parte dos dois dentes da frente realmente tinha se quebrado. Fiquei com um aperto enorme no coração por ver o sofrimento dela e não poder aliviar a dor na mesma hora, ainda mais de uma pessoa que tem sido tão importante para mim! Decidimos pegar o caminho de volta! A trilha era meio traiçoeira, mas mesmo assim prestando a atenção nas pegadas conseguimos fazer o caminho de volta, eu estava preocupado e tentando acalmá-la, pois ela chorava em pânico. Chegamos ao vilarejo e entramos na Hut onde as meninas estavam sentadas conversando, elas perguntaram como foi a trilha e a Kait caiu em lágrimas mais uma vez, as meninas muito atenciosas correram para ver o que tinha acontecido e contei a elas. Elas olharam a boca da Kait e como eu tinha dito antes a ela, não era nada que não poderia ser consertado, nada tão sério, só precisávamos agora de um dentista.

Cuidamos da Kait, comemos e depois fomos todos dormir muito cedo, pois planejamos acordar as 4da matina para partir bem cedo e chegar ao Lodge a tempo de conseguir um carro para Maseru e depois pegar o caminho de volta a Bloemfontein, onde nos separaríamos. Sendo, Mariko para Johanesburgo, Carly para uma cidade da costa Sul Africana e eu e a Kait de volta para Cape Town.


(Jantando dentro da nossa Hut)

Não tínhamos planejado voltar para Cape Town juntos, mas graças ao acidente com o dente, Kait teria que voltar comigo para lá pra tratar isto, o que de certa forma me fez muito feliz! Mal sabíamos quantos momentos maravilhosos ainda teríamos em Cape Town que é muito linda! Iríamos viajar de carona, mas devido a emergência preferimos pegar uma carona até Bloemfontein e de lá pegar um ônibus para Cape Town pela noite, planejando chegar antes do almoço do dia 30.12.2009!

Após voltarmos para Maseru e atravessarmos a fronteira a pé fomos à beira da estrada onde conseguimos uma carona para Bloemfontein, porém, o carro era muito pequeno e não podíamos ir os quatro, como Carly e Mariko, não tinham pressa em chegar em Bloemfontein decidimos nos separar e aproveitarmos o carro, foi quando me despedi de Mariko e Carly sem saber se um dia reencontrarei elas, mas acredito que sim, pois faço questão, são ótimas pessoas!

Após meia hora em um carro pequeno ouvindo músicas de Jesus feitas para crianças de 5anos, porém, na companhia de pessoas que mesmo vidradas em igreja eram gente fina, chegamos a estação de Bloemfontein!

Fomos procurar passagens para Cape Town, enquanto pesquisávamos preços, encontrei uma companhia que tinha um preço imbatível e ainda dizia que seu ônibus era “5 estrelas viagem de luxo” (5 stars luxury travel) e claro compramos este mesmo, o mais barato e ainda 5 estrelas, não podia ser melhor!

Mas quando o ônibus chegou já atrasado há quase uma hora, começamos a pensar se realmente o mais barato valeria a pena! Ao entrar no ônibus o cheiro era impossível, o ar estava desligado e algumas pessoas que já estavam dentro do ônibus colaboraram para estragar o ar puro que antes habitava o ônibus...nossa...olhamos um para o outro e pensamos juntos” 5 stars luxury travel”! hahaha, tudo que víamos de errado comentávamos, "olha o nosso banco com 5 stars encosto reclinável", sendo que o banco nem mexia, o ônibus era terrível e isto virou piada, rimos a noite inteira dentro do ônibus! Rsrs

Cape Town, mais ou menos 13h estávamos de volta a bela cidade. Demos uma volta no centro, fomos ao MC donald’s para olhar, depois a um mercado barato onde compramos algo para comer e voltamos ao MC donald’s para usar as mesas deles! Hehehe
Tínhamos o endereço da fazenda que a Twon tinha nos dado para conhecer e tentar dormir por lá sem custos. Compramos o que precisávamos e decidimos ir para a Fazenda!
Mais dias inesquecíveis estavam por vir!!!

E virão em breve....

Cape Town - Parte 2...

Abração enorme!

Obrigado.

Felipe Gomes.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Lesotho - País no meio da Africa do Sul!


(Lesotho - Montanhas ao fundo)

Olá meus queridos leitores!!!

Desde que voltei das festas, estou tentando atualizar o blog o mais rápido que posso com tudo que tenho feito e o mais detalhado possível, porém, ainda estou longe de contar tudo que tenho feito, são tantas e tantas histórias e lugares, mas não desisto nunca e por isto cá estou escrevendo novamente! Haha!

Bom, após um ótimo natal em Cape Town – África do Sul, eu peguei um ônibus e fui direto para Bloemfontein - África do Sul a caminho de Lesotho, um país que se situa no meio da África do Sul, porém, é totalmente independente o que o torna muito mais interessante! Eu estava acompanhado por três americanas, Carly, Mariko e Kait que foi quem praticamente me levou à Africa do Sul.

Cheguei à fronteira de Lesotho com a África do Sul pela manhã e fui direto a imigração para solicitar a minha permanência. Todos receberão o carimbo e na minha vez após analisarem meu passaporte e verem que eu não era americano e sim brasileiro, os oficiais começaram a discutir entre si, e o que pude perceber foi que eles não sabiam o que fazer quanto a isto. Foi então que eu descobri que os americanos são um dos que não precisam de visto, porém, brasileiros precisam e é necessário comprar o visto antes de ir para a fronteira. Eu não tinha idéia sobre visto em Lesotho. Na imigração ao meu lado, havia um cara nigeriano que estava com o mesmo problema e aguardando a resposta para o caso dele. Após conversarem entre eles os oficiais decidiram carimbar meu passaporte e me deram a mesma permanência que as minhas amigas americanas conseguiram, 30 dias! Não precisei pagar nada, foi ótimo! No mesmo instante o cara Nigeriano reclamou sua situação dizendo que o seu caso era o mesmo que o meu, peguei meu passaporte e sai ligeiro antes que eles mudassem de idéia...rsrs! Finalmente, com um pé dentro de Lesotho, uma chuva fortíssima começou a cair e ficamos presos em frente a imigração até que a Kait, enquanto nós cuidávamos das malas, encontrou um taxi para levar-nos para a Capital Maseru! Lá pegaríamos um ônibus para as montanhas e acamparíamos por lá em um lodge chamado Malealea, acredito que o mais famoso lugar de Lesotho quando se trata de turismo, isto devido ao famoso “Ponny track” que eles possuem, um passeio de 2 ou 3 dias a cavalo pelas montanhas! E que era o nosso objetivo em Lesotho além de conhecer o país!


(welcome to Lesotho!)

De taxi, chegamos à estação de ônibus de Maseru, após atravessar-mos uma parte muito pobre da cidade, lugar que inclusive não nos sentimos seguros, pois ao parar no posto de gasolina o frentista solicitava aos carros para se moverem nas bombas com um movimento de uma pistola calibre 12 na mão! Isto realmente não nos passou muita segurança...rs!

A estação era realmente pobre e o lugar inteiramente acabado, neste momento comecei a analisar como Lesotho tem lidado com sua independência...


(Estação de ônibus em Maseru)

Encontramos uma mini van acabadíssima que iria para Malealea, e por um preço justo nos juntamos a eles! Uma hora e meia em estrada de terra em uma mini van que suportava 16 pessoas, porém, havia quase 22! Incluindo o cobrador que decidiu sentar no colo da Carly sem permissão devido a lotação...hahaha...foi engraçado ver a reação dela! Rsrs

Bom, chegamos a Malealea no topo de uma montanha entre muitas outras montanhas e onde fica o Lodge que procurávamos. Foi interessante ver o movimento no vilarejo e a influência do Lodge entre a comunidade. O Lodge é realmente famoso e está sempre cheio de turistas, porém, isto felizmente afeta o vilarejo de uma maneira muito positiva! O Lodge emprega muitas pessoas da região, gera renda na vila, e ainda inclui participações da comunidade em alguns programas como por exemplo: Pagando 30 Rands (equivalente a mais ou menos 7,50 Reais) você pode jantar no Vilarejo em uma das casas locais comendo comida tradicional preparada por pessoas locais com direito a bons momentos e papos com o dono da casa, um senhor muito simpático e feliz pelo bom negócio que tem feito em parceria do Lodge. Fizemos o passeio no primeiro dia que chegamos por lá e foi uma das melhores comidas que já comi na África, era muito parecida com a comida tradicional na Namíbia e que por sinal eu como e muito, mas muito melhor temperada, maravilhosa! Um fato engraçado é que todos nós éramos voluntários da Namíbia em meio a alguns turistas que vinham de outras regiões, e quando a comida chegou e todos iniciaram a comer, sem pensar duas vezes estávamos nós quatro comendo com as mãos como fazemos na Namíbia, e quando me dei conta, o resto das pessoas estavam realmente reparando nisto, olhamos um para o outro e apenas na troca de olhares pudemos pensar exatamente na mesma coisa: “Deveríamos usar talheres?” hahaha. Isto rendeu boas risadas mais tarde. É interessante reparar nisto e ver o quanto mudei desde que cheguei à África e o quanto me adaptei ao cotidiano deles. Algo que ouço bastante dos africanos por aqui é: ”Você é praticamente africano!” e quando eles dizem isto, ao mesmo tempo eles sorriem e me abraçam ou pegam na minha mão me cumprimentando o que é muito bacana, pois eles realmente apreciam a minha participação na cultura deles e eu realmente aprecio participar! Adoro tudo isto!


(Senhor que nos recebeu em sua casa e preparou o jantar)

Bom, comemos no primeiro dia na vila voltamos e acampamos no Lodge para começar a nossa cavalgada pelas montanhas no outro dia de manhã!

Acordamos cedo, fomos cozinhar aveia que levamos pois era barato, rende bem e é prático para cozinhar, no Lodge havia café e chá na faixa para os visitantes, Carly foi até la e encheu uma caneca de café, e um saquinho plástico de açúcar trazendo para o camping, foi show, pois não esperávamos ter cafezinho pela manhã, mas isto foi fácil...hehehe. Vida de voluntário tem que ser quase custo zero! Hehehe

Bom, todos prontos fomos até o lugar combinado e nos equipamos com capacete, suprimentos, roupas, porque afinal estaríamos três dias fora no meio das montanhas. Enquanto isto, junto conosco, também equipando-se estava uma Coreana do Sul que iria passar os próximos dias viajando conosco a cavalo também. Logo ficamos amigos e ela já era parte do time, uma pessoa muito gente fina!


(Nosso Guia, preparando os cavalos)

Aprendemos a cavalgar todos juntos, pois ninguém sabia antes! O começo foi engraçado, todos tentando controlar seus cavalos que paravam pra comer e não andavam mais, que mordiam os outros cavalos que não paravam e muitas outras situações engraçadas! Rsrsrs!

Twon, a Coreana era a mais engraçada de todos nós, ela não tinha controle algum do cavalo dela e nem mesmo de seu próprio corpo, uma cavalgada mais forte do cavalo e lá estava ela gritando com a pernas chutando o ar e os braços erguidos...hahahaha!!! Pelo menos era divertido! Rs. Isto até a hora que ela caiu do cavalo em câmera lenta, fiquei assustado e corri pra ajudar, mas estava tudo bem e quando lembrei da cena dela pendurada no cavalo e caindo quando ele parou. Ela simplesmente soltou as mãos e caiu devagarzinho...hahahaha....foi muito engraçado! Coitada!

Cavalgamos por aproximadamente 6 horas até chegarmos a uma Vila no meio das montanhas. Estávamos impressionados com a beleza do lugar. Atravessamos a cavalo por entre montanhas maravilhosas, dos topos aos pés das montanhas, atravessamos rios lindos e chegamos na vila que era muito bonita, fomos recebidos pelas pessoas locais e nos deram uma “Hut”(casa comum nos vilarejos com telhado de palha e feita de barro) para ficarmos, forneceram um butijãozinho de gás e uma panela para cozinharmos. Adoramos o lugar!!! Tinhamos que descansar para continuarmos a cavalgada por mais algumas horas no outro dia até o topo de uma das montanhas.


(no caminho pelas montanhas)


(dentro da nossa Hut!)

Cozinhamos e dormimos...

Fato engraçado: durante a noite acordei ouvindo um barulho muito irritante, como se alguém estivesse mastigando muito alto algo! Durante uma hora não pude dormir devido ao barulho dentro da rot. Pensei ser uma das meninas que dormiam a minha direita, imaginando que ela poderia estar comendo algo no meio da noite, mas estava muito escuro e não pude ver...após muito tempo tentando dormir, decidi pegar lanterna e ver o que estava acontecendo. Quando acendi a lanterna e apontei para o lado de onde vinha o barulho, vi uma ovelha dentro da nossa Hut, mastigando algo...hahaha! Ela estava quase mastigando a cabeça da Carly, mas mesmo assim ela dormia profundamente. A Kait acordou e me perguntou o que estava acontecendo, falei para ela que tinha uma ovelha lá e ela não acreditou, continuou deitada, eu levantei e fui botar a ovelha pra fora, desliguei a luz pra não acordar as outras meninas e me pus na direção da ovelha, quando cheguei para pegá-la ela não estava lá, acendi a lanterna e a ovelha estava do outro lado no colchão da Carly...hahaha...foi muito ligeira...rsrs! Nesta hora a Kait já estava rindo da situação, fui ao outro lado com a luz acessa e pude ver que tinha coco de ovelha em toda parte...rsrsrs...alcancei a bichinha e a peguei no colo com um braço e com o outro iluminei a porta para colocá-la pra fora! Voltei a dormir e a Kait não parava de rir, porque realmente foi muito engraçado. No outro dia contamos para a Carly sobre a ovelha e ela não conseguia acreditar que não acordou mesmo com a ovelha quase mastigando sua cabeça...rsrs!!! A Twon falou: “eu vi a ovelha, mas estava com preguiça de levantar e pegá-la até que vi o Felipe passando no meio dos colchões com uma ovelha no colo...rsrsrsrs!!! História inesquecível para nós!

Lesotho capitulo 1...end!

Capitulo 2...

Abração a todos!!!!!!!

Felipe Gomes.

Mais fotos no orkut!
Comentários são sempre bem vindos! Obrigado!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Cape Town - Africa do Sul


(Praia - Camps Bay)

Ao chegar em Cape Town no dia 24 de dezembro as 14h, me apressei em sair da rodoviária que ao mesmo tempo é a estação de trem da cidade e que esta passando por uma super reforma para a Copa do Mundo!

Já do lado de fora a primeira coisa que me veio a mente, foi: "Nossa, estou no Rio de Janeiro!"...rsrs...para minha surpresa o centro de Cape Town é realmente muito similar ao centro do Rio de Janeiro! E muito interessante por sinal, assim como o Rio que eu particularmente gosto!

Ao caminhar comecei a me sentir em outro mundo, um mundo que eu ja não fazia parte há alguns meses, cidade grande, mendigos, pedintes, camelôs, trânsito, grandes prédios ao redor e calçadas e asfaltos quentes, ou seja, tive que usar calçados! hehe.


(Centro de Cape Town)

Parei em um dos camelôs para perguntar onde eu poderia comprar cartão pra ligar em telefones públicos, pois queria ligar para a Kait, minha amiga americana, para encontrá-la, ele me mostrou um aparelho em cima da barraca e falou que eu podia usar ali mesmo, o valor sugerido era de 5 rands (moeda Sul Africana) por cada 2 minutos, achei bom o preço peguei namibians dollars para pagá-lo, pois até onde sabia a cotação é a mesmo para o Rand. Ao ver a nota o camelô ja me alertou: "Na Africa do Sul nós não aceitamos Dólares namibianos." O que me surpreendeu e muito, pois o Rand é usado em qualquer lugar na Namíbia e na mesma cotação, inclusive nos bancos da Namíbia você pode trocar Rands sem taxa alguma, um por um! E foi ai que ao mesmo tempo que surpreso, pensei: "Buuuurrrooo", pois eu podia ter trocado o dinheiro na Namíbia antes para prevenir e agora eu apenas tinha Namibians dollars e um pouquinho de Rands, bem pouco! O camelô aceitou a nota, pois eu disse a ele que eu não tinha muitas opções e assim consegui falar com a Kait!

Peguei o endereço do Hostel onde ela estava e dei uma volta pela cidade antes de chegar lugar, conheci um pouco do centro da cidade, algumas ruas e feiras de artesanato, tudo muito interessante, cheguei a Long street, onde o Hostel ficava, uma rua cheia de bares e clubes, muito agitada, dando a impressão que eu teria muita diversão pela frente! hehehe


(Hostel na Long Street)

Na mesma tarde encontrei a Kait e a Carly (americana) no Hostel e eu e a Kait decidimos andar pra conversar e ver as ruas ao redor, andamos por 30 minutos e sem perceber já estavamos na praia, isto sem calçados ou roupas de banho. hehehe...a praia era linda demais, conhecemos tudo por la e quando começou a escurecer o frio apertou e ai tivemos que correr para casa, foi a pior parte...mas mesmo assim divertido!

Lembramos que era noite de Natal, e junto com a galera no Hostel decidimos comer algo e depois cair na noite da Long Street! Isto realmente foi uma ótima idéia, nos divertimos demais, dançando e alopramos a noite inteira, mesmo voluntários, temos o direito de nos divertir também não é...rsrsrs!


(Na balada na noite de natal!)

Noite de natal foi diversão garantida! Voltamos as 3 da matina pro Hostel, durmimos e no outro dia de manhã, ja tinhamos o plano de escalar a montanha e ir pra praia, pois ao final da tarde iríamos viajar para outro país, Lesotho!!!

Montanha, praia, belas fotos, calor intenso, boa comida, malas , rodoviária, ônibus e estrada à caminho de Bloenfontein para de la pegar outro ônibus para Lesotho!

Porém, Lesotho é outra história, muito interessante por sinal!!!

Após 4 dias em Lesotho, carona na estrada pra Bloenfontein e ônibus para Cape Town novamente, sem planos, sem compromisso, esperando pra ver o que aconteceria.

Voltamos a Cape Town no dia 30 de dezembro, fomos direto para uma fazenda que fica no meio da cidade. Isto por indicação de uma koreana que conhecemos em Lesotho, ela nos contou que poderíamos nos hospedar na fazenda de graça e ainda havia a possibilidade de voluntariar por lá, pois a fazenda tinha como intuito, cuidar de crianças de rua e animais abandonados, interessantíssimo!

Chegando a fazenda encontramos o André, um senhor com uma barba branca enorme, com aparência de cansado, roupas sujas devido ao trabalho na fazenda, mas que quando nos viu sorriu e ao conversar conosco demonstrou toda a graça que um ser humano pode ter pelo outro, um homem agradabilíssimo e cheio de boas intenções. Dissemos a ele que viemos por indicação da Coreana que nos contou parte to trabalho dele ali e que gostaríamos de ficar por lá e conhecer um pouco mais do que ele vem fazendo. Sem pensar duas vezes ele nos fez sentir em casa e nos disse que todas as portas estariam abertas para nós. Foi muito show conhecê-lo!


(André, eu, uma das crianças da fazenda e Kait)

Já no primeiro encontro com André, após ele nos receber tão bem, ele simplesmente nos perguntou se gostaríamos de ir ao Balé no teatro municipal na mesma noite, pois ele tinha dez crianças indo, porém, ele ganhou mais do que dez ingressos e nós seríamos muito bem vindos como ele mesmo disse! Na mesma hora dissemos sim! Hahaha... depois deixamos a fazendo para ir ao centro da cidade e comer algo...no caminho eu e Kait estávamos felizões por ir ao Teatro Municipal e foi quando entramos em pânico, pois acabávamos de voltar de Lesotho e todas as nossas roupas estavam sujas, inclusive calçados, tínhamos chinelos e a roupa do corpo...rsrsrs...normalmente nós nem ligamos para isto, porém, pensamos se faríamos vergonha para o resto do pessoal que estava nos levando lá...hahaha!

Ok, decidimos imaginar que estávamos bem vestidos e ir assim mesmo, pois seria uma noite muito bacana e uma oportunidade boa de conhecer mais da cidade! Fomos, e o Balé foi espetacular e uma ótima oportunidade para conhecer todas as crianças da fazenda que nos impressionaram com um inglês muito bom e todas muita educadas! Adoramos! Após o Balé voltamos á fazenda e dormimos para aproveitar o outro dia e conhecer tudo que podíamos!
....

Abração!!!

Felipe Gomes.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

22 de Dezembro...


(igreja germânica em Windhoek, capital da Namíbia)

No dia 22 de dezembro acordei às 7 horas da manhã, tomei café, coloquei algumas roupas em minha mochila e tudo que fosse necessário, me despedi de meus amigos e decidi ir para a estrada pedir carona para ir para Windhoek, a capital da Namíbia.
A idéia era chegar a Windhoek e de lá decidir o meu próximo destino.

Felizmente consegui uma carona em Katima até a próxima grande cidade Rundu, na verdade, o motorista iria até Grootfontein que fica algumas horas depois de Rundu, mas como eu não estava pagando nada ele me disse que me deixaria em Rundu, para mim já era ótimo.

Porém, durante o caminho, conversando com o motorista que se chamava Shono, tive a oportunidade de explicar o que eu fazia no país e com o decorrer da conversa acabamos nos tornando amigos. Durante a viagem conversamos sobre tudo e quando chegamos a Rundu ele parou o carro para algumas pessoas que iriam ficar por lá e eu nem me mexi, só esperei ele continuar viagem e no final das contas ele me levou para Grootfontein o que quebrou o maior galhão! Hehehe.

Em Grootfontein na beira da estrada estava difícil de conseguir carona, poucos carros estavam indo na direção de Windhoek e a noite estava chegando, durante alguns minutos caiu uma chuva fortíssima e fiquei no posto de gasolina conversando com um Zambiano que vive aqui na Namíbia e estava esperando um de seus amigos caminhoneiros que estava indo para o Zâmbia passar e apanhar algumas mercadorias que ele estava mandando pra la. Já tarde, vi uma mini van vinda de Rundu parando para tentar apanhar passageiros para Windhoek, porém, não havia ninguém por lá e a mini van estava vazia, não perdi tempo e convenci o motorista a me levar de graça para lá.

Viajamos durante a noite e às 4 horas da manhã paramos o carro para dormir um pouco.

Após uma bela e desconfortável “durmida”, chegamos mais ou menos as 6 da manhã em Windhoek.

Dentro do ônibus encontrei um rapaz que ao descobrir que eu era Brasileiro se empolgou demais e conversamos a conversar sobre diversas coisas da vida no caminho até Windhoek, ao chegar por lá já éramos bons amigos.

Ele se chama Theodor e tem uma história muito interessante de vida. Perguntei a ele o que ele faria em Windhoek já que ele me disse que estava vindo de Rundu. Ele me respondeu que estava indo buscar o seu novo passaporte que o governo emitiu para ele. Achei interessante o fato de o governo ter solicitado a emissão do passaporte dele e perguntei qual era o plano. Ele começou a me explicar que era graduado pela universidade da Namíbia em Windhoek, em um curso de 4 anos voltado a saúde, era algo como enfermagem. Após isto, ele recebeu convite para trabalhar no maior hospital da Capital, porém, ele recusou e foi trabalhar na pequena clínica no vilarejo onde mora com o intuito de ajudar no desenvolvimento da comunidade que é aonde ele continua a trabalhar. E quanto ao passaporte, ele foi apenas buscar em Windhoek, a capital, pois ele conseguiu uma bolsa de estudos na Universidade da Rússia em medicina e estudará lá a partir de setembro por 6 anos. Isto tudo através do governo da Namíbia que tem uma relação ótima com a Rússia e é claro devido aos bons resultados que ele apresentou. Quando ele terminou de me contar, fiquei apreciando a informação por um bom tempo, processando o tamanho da oportunidade que ele estava agarrando. Me bateu um orgulho imenso de ter conhecido Theodor, um namibiano diferente, um cara realmente especial. E para completar ele me disse que quando terminar a Universidade na Russia, ele já tem planos de voltar para o Vilarejo dele e trabalhar em prol da comunidade. Isto realmente me fez enxergar o lado mais importante das pessoas, o lado Humano! Em nenhum momento ele citou planos para ser rico ou coisas fúteis, a idéia dele é ser um ótimo médico para ajudar pessoas, simplesmente isto. E tenho certeza que ele será uma pessoa realizada na vida. A única coisa que ele me contou que o faria querer dinheiro é a sua vontade de conhecer o Brasil! E disse a ele que “nada é impossível” e logo logo isto será apenas uma das coisas que serão possíveis na vida dele!

Andamos pela Capital durante toda a manhã juntos, pois ele conhecia todos os lugares e resolveu me mostrar todos os lugares interessantes da cidade!


(Eu e Theodor em Windhoek)

Ao mesmo tempo íamos discutindo e ele tentava me ajudar com meu plano de viagem, pois até então, eu ainda não tinha decidido para onde ia. Fomos ao escritório da empresa de ônibus mais famosa na Namíbia, intercape. Eu queria ver o preço da passagem para Cape Town, pois minha amiga Kait (americana) estava por lá e tentando me fazer ir. Eu estava quase convencido e decidir ver o preço do ônibus. Próximo ao escritório da companhia de ônibus há um grande Shopping com tudo do bom e do melhor, decidimos passar lá e dar uma olhada nas lojas, pois Theodor como bom estudante e sem dinheiro, nunca tinha estado nas grandes lojas do grande Shopping, mesmo tendo morado por 4 anos na cidade. Agora com emprego e dinheiro ele decidiu que gastaria as economias com presentes de natal para a irmã e a mãe que moram na vila com ele.


(Feirinha na Independence Avenue, centro de Windhoek)

Fomos a uma grande perfumaria onde ele comprou um secador de cabelo para a mãe dele e um kit de perfume para a irmã, ele estava muito feliz, quando fomos pagar o caixa da loja estava um pouco cheio e a fila longa, vi onde era o final da fila, mas Theodor um pouco perdido na loja grande, pegou outro caminho e acabou saindo no começo da fila sem querer, neste momento foi quando tive o meu pior momento nas festas.

Um velho branquelo com ar de patrão viu Theodor chegar na frente de sua esposa e ao invés de tentar alertá-lo de que ele estava errado, ele foi até o Theodor e deu um esporro ao mesmo tempo empurrou com uma cotovelada o menino que mal sabia onde estava...a minha vontade era de socar até a morte o velho, pois era claro o racismo ali apresentado, devido a cor do Theodor o velho supôs que ele estava realmente furando a fila...olhei nos olhos do Theodor na mesma hora e pude ver que ele se colocou na posição de culpado na mesma hora, abaixou a cabeça e perdeu o rumo...eu me aproximei, me contive para não perder a paciência com o velho, pois o mais importante era acolher o Theodor que se calou. O Chamei e fomos ao final da fila juntos. Não comentamos o acontecido e em minutos mais tarde, após algumas piadas e descontração ele já estava rindo novamente e apreciando as novidades do Shopping, porém, eu carrego isto até hoje comigo, choro ao ter que descrever isto aqui, pois é algo que não consigo entender de maneira alguma, foi uma maldade das maiores que já presenciei...Racismo é um absurdo!

Bom, depois do episódio continuamos andando pelo Shopping e fui aprendendo cada vez mais sobre a inocência de um menino que em 6 anos será com certeza um médico formado e conhecedor do mundo, mas que quase gritava de tanta emoção ao ver existem televisões de 42 polegadas ou ver que em uma mecânica eles possuem elevadores que levantam os carros para que possa ser mais fácil de se arrumar embaixo deles. Ele estava espantado com tais coisas o que me fez ficar emocionado ao lado dele e aprender muito mas muito mais sobre quão simples é ser feliz! Theodor é um amigo que fiz e faço questão de manter o contato com ele, estou inclusive planejando uma visita à vila dele que fica a mais ou menos 3 horas de carro de Katima Mulilo.


(Vista próximo do centro de Windhoek)

Mais ou menos ao meio dia, ele foi à estação de vans para voltar para Rundu.

Após isto resolvi que iria para Cape Town, mas precisava falar com algumas pessoas antes e meu celular estava sem bateria, fui ao centro de informação para turistas de Windhoek e consegui recarregar meu celular, enquanto eu estava lá, encontrei alguns turistas e até fiz amizade com uma Coreana do Sul, andamos pela cidade para resolvermos algumas coisas em comum, como comprar as passagens do ônibus que ela também precisava comprar, mas para outro lugar e depois fizemos compras para as viagens em um mercado barato, foi bacana, novos bons amigos é sempre bom!

Às 7 horas da noite deixei Windhoek a caminho de Cape Town, com previsão de chegada as 13:30 do outro dia, atravessando todo o sul da Namíbia até a África do Sul, onde atravessei do norte ao sul também.


(Intercape - Ônibus que peguei para Cape Town - Africa do Sul)

Obs.: No ônibus Intercape, eles rezam pela TV antes de começar a viagem e passam "Canal de Deus" (God Channel) durante quase toda a viagem.

Confissão: As montanhas do sul da Namíbia onde há grandes desertos, são fantásticas!

Cape Town...

Obrigado!

Um grande abraço!

Felipe Gomes.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Visita a Botswana!


Dentro do Chobe Park - fora do carro pra ver se os leões apareciam..rs)


No dia 21 de dezembro de 2009, estava eu pela manhã atravessando a fronteira do Zimbabwe para Botswana novamente.

Fato engraçado – O oficial da imigração era o mesmo de quando entrei no país, ele me viu e gritou: “Aee Brasileiro, como foi, aproveitou?” hahaha.

Após atravessar a fronteira dirigimos através da cidade de Kasane que é muito simples e pequena, paramos em um supermercado para comprar algo para o café da manha e para comer dentro do Chobe Park, onde passaríamos o dia.
O mercado era grande e os preços estavam todos em moeda local, tudo parecia muito barato, depois que descobri que eles aceitavam Namibian dollars e a troca era 1 por 1, quase pulei de emoção, os preços em Botswana são muito melhores que na Namíbia quase metade do preço, para algumas coisas na verdade realmente metade. Fiquei impressionado e gostaria de ter tido a oportunidade de fazer a compra do mês para casa, por exemplo, dificilmente nos damos ao luxo de beber Coca Cola aqui, pois são 15 dólares enquanto outros sucos e refrigerantes nós pagamos 10 ou às vezes menos, exceto no dia que a Coca tava em promoção por 12 dólares porque todas as garrafas tinham a tampa da Fanta ao invés da Coca, o que transformou isto em um lote barato provavelmente, mas em Kasane a Coca Cola era 9 dólares namibianos, eu estava até assustado...rsrs!


(Mercado em Kasane)

Bom, ficamos quase uma hora dentro do mercado que por sinal estava lotado e depois prosseguimos na estrada que leva a Namíbia.
Após quase 3 horas de Kasane chegamos à entrada do Chobe Park!

O preço da entrada é em torno de $30 (US dólares) se você tem o seu próprio carro, mas muito mais caro se necessário utilizar os passeios com os carros do parque.



Acessamos o parque e começamos a aventura, caminhos estreitos, vira ali e vira aqui e as coisas começaram a aparecer, elefantes, muitos Impalas que são lindos, Javalis, algumas espécies de Macacos, entre outros. Porém, os elefantes foram os campeões. Os encontramos comendo, tomando banho, brincando, passeando e em tudo quanto é atividade que um elefante pode fazer, foi incrível, vimos as Zebras pelo caminho que correram assustadas, Águias maravilhosas há muitos e muitos metros do rio, longe mesmo, porém, pescando, elas enxergam do topo das longínquas árvores os peixes, sobrevoam e conseguem pescá-los, é impressionante. No mesmo rio, hipopótamos tomavam banho, brincavam entre si, brincadeira que eu nunca faria...rsrs...pra quem não sabe os hipopótamos são os animais que mais matam na África, são perigosíssimos. Os crocodilos se deslocavam pelo rio como canoas, são rápidos e discretos, vimos um enorme e um filhote que não era grande, mas também não era pequeno, todos muito lindos.






(Blue Monkey)

Os impalas eram milhares no parque, também pudemos acompanhar tudo que eles fazem na vida, pois os vimos em todas as situações cotidianas.


(Impalas chifrando um ao outro)

Com muitas horas passadas e dirigidas dentro do parque atravessamos o portão de saída e pegamos o caminho da Fronteira com a Namíbia que era realmente próxima.
Mais uma fronteira atravessada e mais um visto validado, na Namíbia eu estava novamente!

Duas horas pela estrada contínua e estávamos em Katima Mulilo novamente!!! Mas...não antes de ter que trocar um pneu do carro que furou no caminho...hehehe. Sossegado, pneu trocado e na minha casa estávamos todos novamente no dia 21 de dezembro de 2009.

Na mesma noite, fizemos um jantar bacana e uma mini festinha de despedida para o Kwangwon que deixou a Namíbia no dia 08 de janeiro de 2010, finalizando seu projeto. Foi muito bacana, bebemos um pouco, e aproveitamos muito bem a noite conversando muito e rindo a valer!!!


(Festinha dedespedida pro Kwangwon em minha casa!)

Fechamos o passeio todo desta maneira, na manhã seguinte, acordei e decidi que para mim as aventuras das férias tinham apenas começado...hehe...

Um grande Abraço!

Felipe Gomes.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O feriado começou!


(Galera - juntos novamente rumo Botswana)

Dia 20 de dezembro de 2009! A caminho de Botswana!

No dia 20 de dezembro às 8:30 da manhã atravessei a fronteira entre Namíbia e Botswana a caminho do Zimbabwe.


(Fronteira entre Namíbia e Botswana)

O Brasil é um dos países inclusos na lista dos países que não precisam de visto para entrar em Botswana, a travessia foi muito fácil, para conseguir o visto na fronteira eu gastei 10 minutos do meu tempo e nenhum centavo, foi ótimo!

No carro éramos 7 pessoas, eu e 4 amigos voluntários, uma senhora americana e o motorista quem nos levaria até o Zimbabwe.

O plano

Atravessaríamos por Botswana no primeiro dia, passando pela cidade de Kasane para chegar até a fronteira com o Zimbabwe.Depois atravessar para o Zimbabwe, ir até Victoria Falls onde se situa a queda d’água que esta entre as mais famosas do mundo.
Dormiríamos no Zimbabwe na primeira noite e depois iríamos direto para o Chobe Park dentro de Botswana já no caminho de volta para a Namíbia, passaríamos um dia no parque que é muito famoso por aqui pela quantidade de animais e espécies que podemos encontrar por la. Após Chobe Park, voltaríamos para Katima na Namíbia onde faríamos uma festa de despedida em minha casa para Kwangwon que esta deixando o país no dia 8 de janeiro finalizando seu projeto!


(Descobri que adoro fronteiras)

Atravessamos a fronteira para Botswana, estávamos na estrada principal a caminho de Kasane. A estrada principal atravessa o Chobe Park, o que significa que quando você atravessa a fronteira com a Namíbia pela Região de Caprivi que é onde vivo, você estará diretamente dentro do parque, devido a isto a possibilidade de encontrar animais na estrada é realmente grande, e foi o que aconteceu, assim que atravessamos a fronteira deparamos com uma manada de elefantes no meio da pista, o que foi sensacional, lindos e enormes, nós nos sentimentos realmente sortudos naquele momento e foi uma ótima mensagem de boas vindas de Botswana para nós! Hehe



Continuando pela estrada, encontramos diversas tipos de aves, vimos búfalos e uma família de girafas no meio da pista também! Tudo muito lindo e satisfatório, eu estava muito feliz pela oportunidade.

O caminho até a cidade de Kasane em Botswana é muito tranqüilo, a estrada é estreita mas boa, levamos 3 horas para chegar até a cidade e depois mais alguns minutos para atravessar a Kasane que é pequena até a fronteira com o Zimbabwe.

Na fronteira com o Zimbabwe como já sabíamos, tínhamos que pagar $30 para conseguir o visto. Na imigração coisas engraçadas aconteceram. Enquanto estávamos na fila da imigração o oficial responsável no guichê falava alto e fazia piadas com todos os turistas que a nossa frente estavam, em certo momento ele perguntou se havia alguém vindo da África do Sul, pois eles não precisam de visto, como não havia ninguém, ele comemorou dizendo,” muito bom, isto significa mais dinheiro para o meu governo “, com certeza nos sentimos um pouco mal naquele momento vendo a cede por dólares do homem, mas ao mesmo tempo lembrei da situação que é muito ruim atualmente no Zimbabwe, eles voltaram a ter acesso a comida nos mercados a pouco tempo atrás e tudo é muito caro, a moeda local é muito fraca e eles usam o dólar americano para basear o preços o que torna tudo muito mais caro. Ao chegar ao guichê o oficial me perguntou minha nacionalidade, quando disse que era brasileiro tudo mudou, um enorme sorriso no rosto daquela pessoa apareceu e o bom humor do homem duplicou, me emociono de descrever isto, por que Brasileiros na África podem ser reis, eles amam o Brasil na maioria dos países por aqui, e não diferente no Zimbabwe, antes de ele me conceder o visto, tive que responder muitas e muitas perguntas sobre futebol, falamos de todos, Romário, Bebeto, Ronaldo, ele conhecia todos e me perguntou tudo que pode, disse que estava feliz por receber brasileiros e que eles estavam esperando a seleção brasileira em breve no Zimbabwe porque há rumores de que a seleção passará alguns dias em Victoria Falls, a cidade que conheci. Após eu pegar meu passaporte carimbado, outra coisa muito engraçada aconteceu, meus amigos Coreanos eram os próximos na fila, o oficial perguntou a eles de onde eles viam, eles disseram Korea do Sul e no mesmo segundo o oficial disse: “Vocês voltam pra casa na primeira fase!” hahaha...foi muito engraçado e depois não trocaram mais palavras. A diferença com Brasileiros foi clara, eu me senti realmente em casa!
Após a fronteira fomos direto para a cidade Victoria Falls que dá nome à queda d’água.



Victoria Falls

É uma cidade muito turística, há hotéis, campings e hostels por toda a parte, pessoas vendendo bebidas, artigos de artesanato, todos apenas aguardando o próximo carro de turistas para oferecer tudo que seja possível e fazendo qualquer negócio, aceitando qualquer moeda!

Bom, fomos ao parque de Victoria Falls para ver a queda d’água, pagamos a entrada do parque que não é tão barata em torno de $20 dólares americanos, andamos pela cocheira de ponta a ponta, e tudo é realmente muito lindo, infelizmente a água não estava no seu nível mais alto devido à chuva que ainda esta para chegar, mas foi muito bom conhecer o lugar e ter a oportunidade de ver tal bela arte da natureza. É realmente muito lindo!


(Tabela de preços do Victoria Falls Park)


(Parte da Queda d'água)

Depois de sair do parque fomos para a acomodação onde passaríamos a noite, a comida era meio cara, por isto comemos mais ou menos, mas pelos menos aproveitamos a piscina durante a noite, pois estava muito calor, foi divertido, depois da piscina fomos para um Logde perto do nosso onde estava rolando uma festa por la, foi bom também, aproveitamos bem a noite!

Dormimos e no outro dia cedo, pegamos a estrada voltando para Botswana para passar o dia dentro do Chobe Park...

Terminamos nossa estada no Zimbabwe!

Rumo à Botswana...

Felipe Gomes.

Vortei!!!!!

Finalmente estou escrevendo uma nova postagem!!! Hehehe

Me desculpem a ausência por muito tempo, eu realmente estava sentindo falta de postar minhas novas aventuras por aqui, e agora terei que organizar muito bem o meu tempo, pois tenho muito a escrever!!!

Estive fora de Katima Mulilo desde o dia 20 de dezembro devido aos feriados e acabei de voltar, fui a maravilhosos lugares, conheci pessoas especiais, passei por muitas aventuras inesquecíveis e por isto tenho muito, mas muito mesmo a contar, dividirei isto em partes e começarei contando exatamente de onde parei esperando que vocês apreciem o que tenho a dividir com todos, pois para mim é realmente um enorme prazer!

Let’s do it!


Toys Day



Desde que cheguei a Katima Mulilo estive pensando em desenvolver algum projeto pessoal com crianças visando o Natal.

Assim que a Eunjung, minha companheira de quarto, chegou à katima Mulilo conversando descobrimos que tínhamos a mesma idéia quanto ao natal e decidimos não deixar que isto passasse em branco. No mesmo dia que conversamos sobre isto desenhamos um rascunho sobre o evento e decidimos como desenvolver isto. A idéia principal foi criar um evento para distribuição de brinquedos para órfãos da região de Caprivi, onde se situa Katima. A partir disto, decidimos que tentaríamos arrecadar os brinquedos através de uma caixa de coleta de doações em frente de algum mercado no centro da cidade.

Planejamos o evento, dia, hora, lugar, número de órfãos, comida, entretenimento. Distribuímos cartas por todos os mercados da cidade solicitando espaço para montar a caixa de arrecadação e entregamos um rascunho de orçamento do evento ao nosso projeto para solicitar o apoio deles.

Tínhamos tudo planejado, conseguimos o apoio do projeto para despesas do evento e em frente ao maior mercado da cidade foi montada uma caixa de arrecadação feita por eles mesmos. Escolhemos ajudar um vilarejo com doze órfãos. Como não é tão fácil conseguir doação da comunidade, ainda mais brinquedos que realmente eles não têm para doar, fiz uma reserva pessoal de dinheiro para o caso de não conseguirmos doação e ter que comprar os brinquedos. Tudo certinho!

Escolhemos o dia 10 de dezembro para a entrega dos presentes por ser feriado na Namíbia e poderíamos ficar ausentes dos nossos projetos para este projeto paralelo.

Bom, quando realmente começamos a colocar a mão na massa, comprando tudo que fosse necessário, percebemos que o dinheiro que o projeto nos forneceria como apoio estava demorando demais, e decidimos não esperar por isto, o evento era nosso e por isto eu fazia questão de que tudo estivesse em perfeita ordem, mesmo tendo que pagar tudo do próprio bolso, o que na verdade seria um grande prazer.

Conseguimos como doação algumas roupas, mas nenhum brinquedo. No dia anterior ao evento comprei todos os brinquedos e embrulhamos com embalagem de presente de natal, foi interessante, pois comprei algumas bolas para os meninos e embrulhar as bolas foi novidade para mim, mas ficou bonitão... rsrs.

No dia 10 de dezembro iniciamos às 9 horas da manhã o evento no Vilarejo denominado Ntonga, havia em torno de 40 pessoas, incluindo os 12 órfãos, 10 voluntários do projeto da Eunjung que convidamos para cantar e dançar, coisa que eles fazem muito bem, professores da pequena escola local e responsáveis pelas crianças na vila.

Eunjung abriu o evento e depois eu fiz uma introdução para apresentar quem nos éramos e quais eram os nossos propósitos ali. Como diz o Kwangwon, foi filosófico demais e eu me desculpei dizendo: “não consigo controlar.” Rs

Tínhamos uma programação que incluía, abertura, introdução, café, entretenimentos, lanche, entrega de brinquedos e encerramento.

Seguimos perfeitamente o plano e tudo foi maravilhoso!

Algo engraçado que fizemos foi estabelecer a seguinte regra: Para receber o presente a criança deveria agradecer em inglês, dizendo: "Thank you". Fizemos isto porque as crianças falam lingua local e não falam inglês porque não tiveram ainda a oportunidade de aprender. Todos eles agradeceram em inglês mesmo que envergonhados, foram todos muito lindos!



Sentimentos...

A alegria de fazer uma criança feliz é algo indescritível, mas a alegria de fazer uma criança que não sabe o que é usar uma roupa que não seja rasgada ou que não sabe o que é brincar com um brinquedo que não seja uma lata ou pedras, é algo que eu mesmo nunca imaginei que pudesse sentir, tamanha alegria e satisfação por presentear uma criança que nunca antes ganhou um presente e que não sabe quando poderá ganhar novamente. Para a maioria delas foi o primeiro brinquedo da vida e me orgulho de ter feito parte disto, às vezes imagino que talvez um dia uma dessas crianças olhará para trás e lembrará do que fizemos e se possível fará por outras o mesmo ou no mínino terá um exemplo de bons sentimentos para seguir. Me senti satisfeito pelo que fiz, mas minha vontade de continuar isto só aumentou! Quero mais!



Um dia em que tudo correu bem, em que todos ao meu redor estavam felizes e o melhor é que eu fazia parte da felicidade de cada um naquele lugar, perfeito para mim, realização, bons sentimentos, felicidade, muita alegria e crescimento pessoal, nada melhor do que me tornar mais e mais humano, é o que me faz mais feliz agora!

Todas as fotos do evento estão disponíveis também no orkut!

Um grande Abraço a todos!