Este é um artigo que escrevi falando sobre a minha experiência na américa central!
Enjoy!
Sem fronteiras!
Olá a todos!
Do dia 09 de abril ao dia 11 de maio tive a oportunidade de vivenciar a atual realidade da maioria dos países da América Central. E com um olhar social e não turístico pude conflitar diversas realidades que se fundem e formam uma cadeia de classes sociais diversas, e muitas vezes incompátiveis a atual realidade sócio econômica de tais países.
O plano de viagem consistia em atravessar em trinta dias os seguintes países da América Central: Costa Rica, Nicaragua, Honduras, El Salvador, Guatemala e terminar no país Caribenho Belize.
O principal objetivo foi submeter estes países em uma investigação sócio econômica e cultural para que as reais necessidades fossem levantadas e estudadas, facilitando a tarefa de criar soluções de curto ou longo prazo e de implementar ações eficazes em um futuro próximo.
O transporte utilizado, na maioria das vezes, foi o transporte público. Algumas vezes, mesmo para atravessar fronteiras. Com isto foi possível tornar a viagem mais barata e ao mesmo tempo estar mais próximo do dia a dia das pessoas locais e incluso na realidade deles. Na Costa Rica, os ônibus na capital San Jose e cidades ao redor são muito similares aos ônibus municipais de São Paulo ou Rio de Janeiro, porém, ao começar a subida para os outros paises a situação muda bastante e a precariedade do transporte é cada vez mais evidente.
Em “Chicken buses” e carros com péssimas condições na maioria dos casos, a população dos paises da América Central se movimenta diariamente, seja na área rural ou na urbana, para manter suas fontes de baixas rendas e continuar lutando contra a indignação causada por um governo falho e ausente nas camadas sociais mais baixas, as que necessitam mais auxílio.
Andando por bairros muito pobres e comunidades isoladas é possível acompanhar a luta para a sobreviver de pessoas que ainda seguem culturas e crenças muito interessantes que na maioria dos casos é a Maya! Por isto umas das profissões mais comums ainda é a de artesão, costureiras e muitos outros trabalhos manuais que se tornam fonte de renda.
A comida é simples e no café da manhã o famoso “Gallo Pinto” (Feijão preto, ovo frito ou mexido, queijo fresco, crema e tortilhas) lidera os pedidos nas ruas, bares e casas. Frutas como manga, banana, melancia, laranja entre outras são encontradas em cada esquina com vendedoras de ruas que as vendem já descascadas e cortadas por preços baixíssimos e colabora para uma vida muito mais saudável em questão alimentícia do que muitos outros países. Geralmente,nos mesmos lugares também são batidos sucos com as mesmas frutas. O frango é a carne mais consumida e mais barata.
O calor muitas vezes é fortíssimo, mesmo em cidades com grande altitude, mas o trabalho nas áreas rurais nunca para. Mesmo aos domingos encontrarás muitos trabalhadores nas fazendas de bananas, laranjas ou outra especialidade, trabalhando muito e por muitas horas. Ao final do dia o que lhes resta é voltar para suas famílias, tomar uma banho gelado de balde e dormir antes de tudo começar novamente.
Mulheres carregam cestas enormes e muitas vezes potes de barro sobre suas cabeças, seja com água para casa ou frutas e bolos para vender nas “calles” (ruas). As crianças colocam seus uniformes escolares e passam metade do dia nas escolas públicas e a outra metade muitas vezes trabalhando com os pais nas ruas. Na cidade de Granada, Nicaragua, mais de 2000 crianças frequentam o centro de atividades extras curriculares Carita Feliz, que desenvolve algo extraordinário formando crianças mais preparadas para os desafios futuros e com uma mente mais aberta, pois uma de suas principais funções é mostrar o leque de opções que a vida oferece.
Possivelmente um futuro parceiro da CUFA - http://www.cufa.org.br/.
Conversando com pessoas locais, eu os questionava sobre a situação em suas casas. Muitas vezes, mesmo sem luxo algum ou mesmo com falta de saneamento e com condições precárias de moradia, o fato de conseguirem cozinhar arroz e feijão todos os dias para seus filhos era suficiente para um sorriso modesto que expressava uma felicidade discreta de quem não passa fome. A comida, felizmente não é um dos maiores problemas.
A política e a falta de boa conduta de certos governos sim, são um dos maiores problemas. A corrupção é um assunto grave na maioria dos países e a falta de bom relacionamento entre países vizinhos também é algo triste. Já muitas vezes houveram tentativas de unificação na América Central, mas nunca foi, de fato, colocado em prática.
A falta de confiança das pessoas em seu governo é algo que os frustra e traz a tona um sentimento de desprezo e traição. É possível ver isto nas pessoas que além da pobreza, são maltratadas por esta falta de moralidade. Comparado com a África, concluo que: “Muitas vezes a inocência, anda de mãos dadas com a felicidade.”.
Porque na África pude ver pessoas politicamente inocentes que mesmo na miséria viviam seus dias da melhor maneira possível e não expressavam esta falta de moralidade e descaso que pude ver na América Central.
Outro grande problema constatado é a violência. Nos dias atuais, em capitais como San Salvador em El Salvador ou Tegucigalpa em Honduras, são lugares onde andar a noite nas ruas esta fora de cogitação. Em San Salvador, 12 pessoas são mortas a mão armada por dia. E não falamos apenas de favelas e lugares desolados, tanto porque em Tegucigalpa mesmo, ao cair da tarde eu estava dentro de uma favela que não conhecia, sozinho, a caminhar com todas as minhas coisas nas costas e não me senti amedrontado, pois tudo que vi foram pessoas em ônibus abarrotados, voltando do trabalho, ou trabalhando nas ruas para o pão de cada dia. Porém, há lugares riquíssimos nestas cidades, para um público totalmente selecionado que pode ser tão perigoso quanto outros.
A falta de suporte governamental em áreas de risco e a ausência de ações de segurança torna a maioria dos lugares pontos de risco e sempre a mão armada nas grandes cidades. As pequenas cidades e as mais turísticas já são muito mais tranquilas, tanto porque o turismo é a base economica da maioria destes países. Os crimes crescem em demasia e a indignação e falta de recursos da sociedade é o que impulsiona à isto.
Por isto agora chego no ponto principal da discussão. Os problemas estão se mesclando e criando um monstro social. É necessário eficácia na solução para todos estes problemas, seja através da educação, da Cultura, do meio ambiente ou do desenvolvimento, seja por onde for, eles devem ser tratados todos da mesma maneira e com urgência. Pois a violência, não deixará de crescer se a pobreza não for controlada. E a pobreza nunca será maneirada se a corrupção não for desmascarada. E entre tantos e tantos outros fatores que agregam mais e mais moléstias sociais e que também devem ser tratados.
Este é o olhar social que discrimina fatos importantíssimos para a mudança e crescimento de uma maneira positiva nos países sub-desenvolvidos.
Que as oportunidades sejam dadas e assim ladrões possam construir escolas, politicos possam construir um país honesto e glorioso e crianças possam acreditar em um futuro melhor. A inversão de papéis é necessária.
Felipe Gomes.
Meu nome é Felipe Gomes, tenho 29 anos e desde 2008 me dedico a causas sociais como voluntário. Já trabalhei nos USA, África, América Central. Neste momento me dedico a estudar a Agroecologia pelo SERTA - Serviço de Tecnologia Alternativa. Prezo pela intensidade de viver o que deve ser vivido! E pronto!
sábado, 15 de maio de 2010
Leon - Nicaragua
(Catedral da cidade de Leon)
15/04
As 7:50 am deixamos a residência do Sr. Roberto onde estávamos hospedados após agradecê-lo muito por todo cuidado e simpatia dispensados. Fomos direto ao "D'fruit", um lugar na rua La Calzada onde é servido apenas café da manha e sucos. Mandamos um cereal com leite e um Gallo Pinto (feijão. ovo frito, crema, queijo e tortillas) e logo em seguida pegamos um ônibus para Managua, a capital de Nicaragua, mas apenas para trocar de ônibus la por um ônibus para a cidade de Leon que era nosso objetivo. A ideia era passar o dia em Leon e viajar a noite para Honduras, assim economizaríamos com acomodação.
O ônibus para Managua custou 20 cordobas por pessoa e levou 45 minutos de Granada para lá.
Ao chegar em Managua, descemos do ônibus e muitos cobradores de outros ônibus que sairiam em breve chegaram gritando e tentando pegar nossa bagagem ao mesmo tempo que nos puxavam para a direção de seus ônibus. Eu estava acostumado com isto, porque na África não era diferente, e o melhor a se fazer é se refugiar em algum canto após livrar suas bagagens e a você mesmo e aguardar alguns momentos até o "fuzue" passar.
Após tudo, encontrei a mini van para Leon que custava 40 cordobas por pessoa com duração de 1:30. Embarcamos e continuamos viagem após 5 minutos de espera para encher o carro. A mini Van passou por mais alguns lugares dentro da cidade de Managua e perto do centro da cidade pude perceber que e uma cidade grande com todo o tipo de lojas e grandes marcas e como toda cidade grande uma grande parte de pobreza também. Nos disseram para evitar a cidade, pois não havia nada muito interessante e era perigoso, ou seja, seria apenas dinheiro gasto. "Entonce" evitamos!
(Estação de buses em Managua)
Ao chegar na cidade de Leon, ocorreu a mesma situação na estação, com todos atrás de nós perguntando-nos onde iríamos e tudo mais, em sua maioria eram taxistas da cidade que mesmo de dentro dos carros nos seguiam, buzinavam e gritavam "Táxi!", como eu tinha um mapa da cidade e sabia que a cidade não era tão grande decidi que iríamos a pé para onde queríamos ir. O plano era ir direto ao escritório da Tica Bus e comprar as passagens para noite a caminho de Honduras e depois encontrar um lugar para apenas guardar as malas e aproveitar a cidade durante o dia.
Andamos até que bastante ao escritório da Tica Bus. O dia estava muito quente e o sol fortíssimo. As malas pareciam que pesavam 10 kilos mais por impressão do cansaço. Mas finalmente após uma boa caminhada, chegamos ao escritório da empresa de ônibus, onde pudemos descobrir que não havia ônibus durante a noite, apenas no outro dia às 6 da manhã. Sem muitas opções, decidimos comprar para o outro dia e decidimos também que iríamos ate San Pedro Sula, norte de Honduras e evitaríamos a capital Tegucigalpa que realmente nao tem boa fama. A Tica Bus nos ofereceu um Hostel que poderíamos contar com Táxi pela manhã para buscarnos por lá e que estaria incluso no preço do ônibus. As passagens saíram em torno de 39 dólares por pessoa. Fomos andando até o Hostel para Check in e deixar as malas para comer algo pois estavamos famintos. Ao chegar no Hostel, as meninas pegaram um quarto com cama de casal e eu fiquei no quarto comunitário com 8 camas. O hostel se chama Big Foot, um ótimo lugar para se encontrar pessoas, pois estava lotado! Havia uma piscininha até que bonitinha e limpa e algumas redes na parte de trás do Hostel. Nenhum dos quartos possuem banheiros. Sempre comunitários.
Nos instalamos e fomos comer no restaurante ao lado que parecia realmente estranho, mas pelo menos o de arroz com carne de bovina (res), salada e banana frita ou feijão, estava 25 cordobas, o que e realmente barato. Comemos por la mesmo e decidimos andar pela cidade. Apos caminhar bastante e conhecer muitos lugares, vi no mapa que havia ônibus para a praia em um certo ponto da cidade, andamos até la, que não era perto, e conseguimos pegar um Chicken Bus por 10 cordobas para a praia de Penitas. Isto leva 45 minutos para chegar ao último ponto da praia. Ao descer no neste ponto entramos por um beco e pudemos avistar um lugar lindo e dunas maravilhosas. Adorei o lugar! O oceano pacífico estava ideal para o nado e não pensei duas vezes. As meninas nao quiseram nadar, mas eu nadei e muito, atravessei um trechinho de água com ondas que era a entrada do oceano em um lugar formado em frente a uma parte da cidadezinha e cheguei a um pedaço de terra que se parece uma ilha. Lindo demais!
(Vista na praia de Leon!)
Voltei para onde as meninas estavam e decidimos sentar em um restaurante em frente ao mar e tomar algo até o sol se pôr. Sabiamos que o último ônibus passaria as 6:40 e decidimos esperá-lo. Pudemos acompanhar neste meio tempo ate uma filmagem na areia feita por um grupo que pareceu ser espanhol.
Na esquina da saída da praia, sentados, esperávamos o ônibus que exatamente as 6:45 pm passou. Voltamos para a cidade em mais 45 minutos e no ônibus haviam algumas suiças que ao descermos todos no último ponto acabamos conversando, pois eu pensei que eram alemãs e perguntei se falavam alemão em alemão, porém ela me respondeu que nao em alemão também...rsrs...somo suiças, respondeu em inglês. Disseram que iam para o centro da cidade tambem, porém nao sabiam se podiam caminhar, disse a elas que podiam sim e que nos mesmos o faríamos. Mas ao começar a caminhar, vi uma pick-up muito velha e pequena parada e perguntei ao motorista se não nos daria carona até a catedral, me disse que por 5 cordobas de cada nos levaria, aceitei e gritei para as suiças, perguntando se elas também gostariam de aproveitar, vieram todas correndo e fomos todos juntos na traseira do mini caminhaozinho. Conversamos um pouco e elas me contaram que viajavam toda a américa, desde o Chile até os estados unidos, onde terminariam a viagem delas. Uma experiência show de bola! Mas é necessário ter muita grana neste caso, ta certo que esta vida de mochileiro hoje em dia não exije tanto, porém, muito dinheiro vai em ônibus, vistos e impostos nas fronteiras, de resto é tudo "flexível"...hehe.
Antes de chegarmos ao hotel nos separamos das suiças e fomos ao supermercado comprar a janta e algumas coisas para a viagem no outro dia cedo. Depois de enfrentar toda a fila do caixa, lembrei que nao tinha trocado cordobas suficiente para pagar tudo e não sabia se dólares seriam aceitos. Decidimos que compraríamos o que desse e iriamos embora. Mas felizmente os mercados em Leon aceitam dólares e com uma taxa de cambio normal. Compramos tudo e fomos comer no hotel. Ao caminhar pela área das redes vi dois brasileiros conversando e logo me apresentei, pois ainda nao tinha encontrado nenhum brasileiro no caminho, o que realmente e difícil na america central. Eles estavam viajando por um pacote de um mês que fizeram para conhecer alguns dos países da america central e iriam para a Nicaragua no outro dia. Ao contar-lhes que eu iria para Honduras pela manhã, eles me disseram para ficar esperto, pois agora Honduras pede visto para Brasileiros e é necessário tirar antes, pois não é dado na fronteira. Na mesma hora fiquei muito preocupado, pois eu realmente não tinha tempo para tirar visto antes do ônibus partir. Fui a internet e pesquisei muito sobre isto, encontrei um site que dizia que não era necessário, mas tambem encontrei algumas materias de jornal dizendo que a regra havia mudado e que era necessário. Decidi com as meninas que perguntariamos no outro dia de manhã ao motorista do ônibus, pois uma das vantagens de pegar o Tica Bus e que eles possuem toda estas informações. Dormi tranquilo, pois sabia que qualquer coisa que acontecesse resolveriamos!
A galera toda foi pra um boteco do outro lado da rua e pude dormir em paz...até as 3 am quando eles todos voltaram e me acordaram com a barulheira, esta é a vida de hostels! Não reclamo, até que é divertido! rsrs
6 am do dia 16/04 - A caminho de Honduras...
Beijos e abraços!
Ps. Com acentuação novamente! rs
Felipe Gomes.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Granada - Nicaragua
(Mapa de Granada)
Me encanta su brillo
Me encanta su sonido
Me gusta su energia
Te meto en palabras
Cuanta cor, cuanta flor
Cuanto amor, Liberdad!
Continuo a mirarte
Mar, nobre e rico Mar!
(Felipe Gomes)
Escrevi isto em frente ao mar ao parar nos meus 5 minutos sagrados e diarios para apreciar a natureza ao meu redor!
Eu chamo isto "regra dos 5 minutos de relax!" hehe
Tente voce tambem.
Dia 13/04,
Acordamos as 8:30 am, tomamos cafe em uma Panaderia na rua La Calzada, Croassants e cafe por 25 cordobas cada um, e fomos direto encontrar Suyen as 10 am em frente ao hotel que ela oferece tours para irmos juntos!
(Croassant pela manha!)
Suyen chegou e a americana e uma Nica que estavam na mesa comigo na noite anterior chegaram logo em seguida para seguirmos. Fomos primeiro a estacao ferroviaria que hoje possui uma escola de nutricao e chefs de cozinha, em frente a antiga estacao esta a praca dos poetas que e bem agradavel e que onde costuma acontecer compaticoes de literatura e poesia. Logo em seguida nos fomos para o ponto de onibus onde pegamos um bus em sentido a Laguna de Apoyo. Saltamos do onibus que nos custou 10 cordobas por pessoa na esquina da estrada para a Laguna e pegamos um taxi que colocamos seis pessoas mais o motorista e pagamos 30 cordobas para ir e pegamos seu telefone para quando quisessemos voltar. Na loguna, aproveitamos muito, nadamos, almocamos um pescado delicioso e avistamos o Vulcao Monbachio que e o criador da laguna e estava em frente a nos com suas lindas florestas verdes ao redor e o reflexo da laguna azulada! Foi tudo realmente muito perfeito.
(pescado na beira da laguna)
(Laguna de Apoyo com o Vulcao Monbachio ao fundo)
Chamamos o taxi e nos fomos por mais 30 cordobas por pessoa ao taxista. Pegamos um onibus de volta para a cidade e quando chegamos, a Suyen me contou muitas coisas lindas sobre "Carita Feliz", uma organizacao enorme que atua em Granada com diversos projetos. Eu, Haemin e Yuri decidimos entao visita-los antes do fim da tarde e fomos direto para la.
Ao chegar a escola "Carita Feliz", fomos conversar com a diretora para conhecer melhor o projeto e logo na entrada ja demos de cara com um predio enorme e estruturado e muitas criancas em atividades diversas.
(Chegada a Carita Feliz)
Meylin, a diretora, nos recebeu com um enorme sorriso no rosto nos mostrando toda simpatia de uma mulher "Nica". Me explicou tudo que acontece na escola com muitos detalhes, foi um papo muito longo e gratificante, pois e sempre muito bom conhecer algo que realmente funciona.
Carita Feliz e uma organizacao fundada por Peder Kolind ha 9 anos atras e que conta com seu inteiro patrocinio. Este homem dinamarques investe seu proprio dinheiro para manter o projeto funcionando de uma maneira inteiramente funcional. A escola tem como objetivo, complementar as atividades escolares da escola fundamental com extra atividades como Danca, musica, artes, computacao, ingles e ate mesmo administracao para criancas que um dos projetos que mais me agradou. Dentro da escola eles possuem a propria moeda "Carita Feliz money", entao quando a crianca nao se atrasa, possui um bom comportamento e boas notas, ela recebe uma quantidade especifica de dinheiro e este dinheiro deve ser usado dentro da escola para comprar comida, usar internet, jogar jogos no computador e ate assistir filmes nos eventos que sao feitos a noite. As criancas aprendem com isto, a administrar seus horarios, responsabilidades e seu proprio dinheiro, isto e fantastico! Adorei conhecer o lugar e ficamos para o evento noturno que contou com muita danca tipica, street dance e muito divertimento. Ajudamos na distribuicao de comida e depois na recolha de pratos de todas as criancas, pois o lugar estava realmente lotado e isto foi pouco, mas um grande prazer!
(Aula de street dance)
(Resultado da aula de artes)
(Meylin - A diretora)
(Casa de Cheia para a Danca a noite)
Alem, da escola com extra atividades o projeto conta com um museu no centro da cidade, um sport college que ja profissionaliza alguns de seus atletas em diversos esportes e uma parceria com um hotel na cidade. E algo muito grande e bem organizado.
Bom, apos todo o trabalho na Carita Feliz, passamos em casa para lavar o rosto e fomos direto para o Futbol Sin Fronteiras para participar de um workshop que aconteceria com as criancas no escritorio. Chegamos e as voluntarias americanas e uma italiana que trabalham por la ja organizavam uma sessao de leitura que seria realizada com um grupo de criancas no hotel parceiro na frente do escritorio e outro workshop que Suyen faria com outro grupo de criancas sobre Familia e diferentes culturas. Tudo foi muito interessante e participamos tambem, as criancas se mostraram muito inteligentes e infelizmente a falta de oportunidade de um bom estudo e o maior dos problemas ainda. Na leitura do livro, o rapaz que lia em espanhol, perguntava as criancas como se dizia algumas palavras em ingles e algumas delas sabiam tudo e tinham uma pronunciacao otima, foi muito interessante ver isto. Fiquei feliz pela oportunidade de ver criancas pobres, porem com tanta vontade de aprender, brigavam para ler uma pagina do livro e gritavam para responder as palavras em ingles. Lindo demais!
(Em frente ao escritorio do Futbol sin Fronteiras)
(Leitura do livro para as criancas)
Algo realmente interessante aconteceu a tarde quando saimos do colegio Carita Feliz e andavamos na rua quando eu vi uma voz de crianca dizendo: "Hey my friend" e quando olhei era um menino bem pequeno, mas me chamando em ingles, ele perguntou como eu estava e continuo fazendo algumas outras perguntas em ingles, apresentando um conhecimento basico da lingua, porem, muito bem treinado. Ele tem 13 anos e me contou que tudo que sabe em ingles, aprendeu no Carita Feliz. Isto foi realmente espantoso e fiquei maravilhado com o exemplo e representacao de que eles realmente estao fazendo um otimo trabalho na comunidade. Bacana demais!
Este foi realmente um dia especial para nos, como muitos outros a satisfacao de fazer coisas boas esteve presente e a cada dia que passa cresce mais e faz com que crescamos juntos! Muito show!!!
(Um relax depois de um dia especial)
Eu amo a vida que tenho e o que faco!
Que sejamos sempre felizes!
Felipe Gomes.
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